17 de setembro de 2011

Estado


O que seria Estado? Em pleno século 21 não se chegou a um consenso sobre essa definição. O que pode haver em torno do conceito de Estado, é apenas uma idealização do que seria, uma forma bem subjetiva.

Por mais que a idealização do conceito de Estado seja uma entidade composta por diversas instituições, de caráter político, que comanda um tipo complexo de organização social, é esse termo político que ramifica para diversas maneiras de pensar, esse conceito de Estado. Cada indivíduo interpretará e defenderá de acordo com seu pensamento político.

Os absolutistas vão interpretar e defender que, além dessa idealização, o Estado é o único, numa sociedade, que pode usar da violência legalmente para controlar os impulsos naturais de cada um; os democratas dirão que é o povo quem decide o Estado, como ele deve ser, surgindo de um compromisso do próprio Estado "escolhido" e do próprio povo, com o Estado governando de forma igual para todos sem favorecimento a um indivíduo, a uma classe, específicos; aqueles contrários ao Estado criticarão a formação do mesmo para governar. Argumentarão que para existir Estado, precisa-se da produção excedente de alimento que garanta a subsistência de grupos sociais desligados da agricultura, como os burocratas, governantes e soldados, ou seja, uma situação para eles que levaria à estratificação social e, logo, à desigualdade social.

O que pode existir é uma reciclagem do pensamento acerca do conceito de Estado. Mudanças constantes.
Ou seja, de forma geral, o conceito de Estado está intimamente ligado ao ser pensante e suas perspectivas, aos seus interesses, existindo apenas a tal idealização.

9 de agosto de 2011

Crises do mundo adulto

Cotidiano. Quantos cotidianos existiram ao longo da história? Qual cotidiano combina com você? E qual cotidiano você gostaria de ter?

De forma indubitável, cada um de nós queremos um cotidiano, uma rotina, um dia-a-dia, tranquilos, sem preocupações.

Queria eu poder acordar ao meio-dia, queria eu poder fazer coisas de um moleque de 18 anos, a hora que eu quisesse, sem algo que poderia me prender e me encher de responsabilidades. Não estou dizendo que eu desejo ser um vagabundo, só queria um pouco mais do tempo que eu tinha de volta.

Infelizmente, por mais que hoje seja em menor grau, mas ainda existe, a maioria dos jovens, muitas das vezes crianças, não podem se dar ao luxo de não trabalhar.

Talvez seja apenas uma crise de choque, este por estar entrando no mundo adulto, o qual não te perdoa se você fizer corpo mole. Ele te esmaga, pense em parar para você ver. O mundo é cruel. Ele te deixa para trás.

Queria eu continuar criança para o resto da vida. Queria eu ter tempo para ela. Queria eu poder assistir ao "Globo Esporte". Queria eu assistir "Caverna do Dragão".

A vida do jovem brasileiro hoje é trabalhar e estudar, seja estudando no ensino médio, fundamental ou fazendo faculdade. Estes "senhores", que trabalham e estudam, e, ainda assim, conseguem o que almejam, deveriam ganhar uma estátua em suas cidades. Não é fácil conseguir.

De qualquer maneira, não é fácil para ninguém. A não ser para os privilegiados que já nascem com milhões, bilhões no bolso. Vide filho de Eike Batista. Batalhar, conseguir, fazer por onde para ter milhões, bilhões no bolso, poucos conseguem, admiro até, e sortudo são os filhos desses poucos que conseguem. Porém, conseguir da maneira mais denotativa possível, ou seja, da maneira clara, da maneira correta.

Não sou o primeiro que trabalha e estuda ao mesmo tempo. E nem serei o último. Entretanto, se muitos conseguiram, por que logo nós, que estamos batalhando agora, não iremos conseguir?

Vamos mostrar ao mundo quem somos. Vamos seguir em frente, de cabeça em pé, titubeando às vezes, mas sem deixar a peteca cair. Somos o futuro dessa nação e para os nacionalistas, tem até um incentivo, não decepcione sua nação agora, ela precisará de você. Aos não-nacionalistas, basta o orgulho de se tornar um vencedor.

Agora é a nossa vez e ninguém passará a minha frente...

30 de julho de 2011

Um ano de blog.

Julho: mês de aniversário deste blog. Depois de 12 meses, vejo como este blog se tornou uma válvula de escape de minhas idéias. Idéias que a cada postagem pronta era um alívio. Alívio de manter atualizado um projeto que resolvi tocar.

Confesso que fiquei satisfeito com as proporções que este blog teve nesse seu primeiro ano. Alguns textos realmente me emocionaram, alguns são preferidos, porém, a emoção de cada texto novo criado é a mesma emoção que um pai tem para com seus filhos nascidos.

Até o momento em que redijo este texto de aniversário, foram 5.502 visitas. O mês que mais teve visitas foi o mês de abril deste ano com 621 visitas, batendo por uma o mês de outubro do ano passado, que teve 620 visitas.

O texto Uma de minhas Paixões tem quase metade das visitas registrando um total de 2.214 cliques. Nesse texto, por coincidência ou não, eu falo da RICA história do maior clube desse país: Vasco da Gama.

O texto "UPPs: uma mentira" é o segundo em maior número de visitas, onde eu conto algumas inverdades em relação ao sistema de pacificação de algumas favelas do Rio de Janeiro. 109 cliques.

O terceiro texto com maior número de visitas é "Horacio Macedo: deixará saudades", onde disserto sobre três anos incríveis de minha vida no melhor colégio do Rio de Janeiro, tanto em termos de ensino como nos momentos que passamos e amizades que formamos. 107 cliques.

Esses são os textos mais vistos do Retrato Falado. Este blog que começou com o texto "Boas vindas ao Visionário": um texto pequeno, ingênuo, onde critiquei a companhia de energia elétrica Light e os moradores de minha localidade.

Depois desse texto, fui gostando, confesso que me empolgando também e manter este blog atualizado era uma obrigação, tanto para quem passou a acompanhá-lo quanto para manter minhas idéias fervilhando.

Os textos preferidos são "Janela", que é um texto conotativo, onde conto o terror do crack, temendo que ele se aproxime de mim, não diretamente, mas sim de forma indireta, "atacando" meus amigos; "Favela do Jacarezinho unida pela solidariedade", uma matéria jornalística onde retrato toda a mobilização dos moradores da favela em prol da ajuda aos afetados pela tragédia da Região Serrana. O terceiro é "Uma verdadeira mulher e um Natal dos sonhos", é um texto em homenagem ao Natal, onde descrevi o Natal de uma família que tem em seu comando uma mulher guerreira, que em vez daquele estereótipo "pai de família", ela assumiu a família e é ela que comanda sozinha seus filhos e netos, a "mãe de família".

Foram 53 textos, sem contar com esse "comemorativo", mas vou destacar apenas esses três, entretanto, possuo uns cinco textos preferidos. Foi uma média de 4 textos por mês desde sua criação, um por semana. Os meses de Janeiro e Fevereiro deste ano foram os meses com mais postagens, sete cada um. Sem contar o mês de julho do ano passado, blog criado no final do mês, o mês com menos postagens foi maio deste ano, com 2.

E dessa maneira vou levando o Retrato Falado. Desejo levar por muito tempo e espero voltar em julho do ano que vem contando alguns números desse segundo ano de blogueiro que está por vir.

Agradeço a todos que acompanham este blog. Vamos juntos para o segundo ano. Parabéns ao Retrato Falado.

Beijos e abraços. Até o próximo texto.

9 de julho de 2011

Bueiros e o descaso da Light

Na rotina de cada dia, pessoas vão caminhando pelas ruas da cidade carioca. Cada uma com o seu objetivo, com o seu destino.

Não bastasse ficar preocupado apenas com o perigo da violência do Rio, agora tem que tomar cuidados por onde caminha.

Se neste caminho tiver um bueiro, dê a volta e passe longe. E se este bueiro estiver saindo fumaça,  dê a volta por outro quarteirão. Não arrisque. Os bueiros são os nossos vulcões, explosão por baixo do solo vem aterrorizando o Rio de Janeiro.

Em São Paulo a moda é outro tipo de explosão: a caixas eletrônicos. E no Rio de Janeiro para não sair perdendo, a Light resolveu nos dar este presente de grego. Todos os meses, contas inchadas são pagas à concessionária de energia elétrica para ela não saber o que está causando este problema. 

capa do Jornal Meia Hora do dia 6 de julho chega a ser cômica. Ainda vem acompanhada da seguinte maneira: "Bala perdida é coisa do passado. A onda agora é fugir dos bueiros perdidos..." - referindo-se à explosões de mais dois bueiros no dia anterior na Rua Sete de Setembro no Centro do Rio.



"Bueiros perdidos".
É um campo minado, literalmente. Estamos num jogo e se tivermos azar iremos para os ares. Os bueiros estão perdidos. Quem vai achá-los? Quem vai nos socorrer? Não temos o Chapolin Colorado, mas temos os próprios técnicos da Light, oras, nossa esperança.

Porém, até os técnicos da Light não querem entrar nos bueiros, isso dá pra ver o tamanho da gravidade, eles não querem arriscar a vida e no meio de um "possível conserto" virarem pedacinhos dentro do sistema de esgoto da cidade.

Para o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia (Sintergia), o problema seria o abandono, a falta de investimentos de uns ano para cá e a terceirização do serviço de manutenção da rede subterrânea, onde de forma terceirizada os salários são mais baixos e comprometem a qualidade do serviço.

Pode não haver investimentos, mas reajustes na conta de luz da Light continuam. O último foi no final do ano passado. Se há aumento é porque a empresa está tendo custos demais, sejam eles com distribuição, manutenção, energia comprada de geradoras, enfim, e tendo custos demais para nos manter no conforto, segurança e perfeição de serviços prestados, nada mais justo do que realmente haver um reajuste da Light.

Entretanto, esse conforto, essa perfeição de serviços prestados são apenas nos nossos sonhos. De acordo a Sintergia, houve abandono nos últimos anos, sem investimentos e terceirização do serviço (fica ainda mais em conta), então para que aumentar a conta de luz do consumidor? Coisas como essas que não dá para entender.

Pagamos fortunas e mais fortunas para ter isso, abandono e correr perigo de ser atingido de uma hora para outra por um "objeto não identificado" e depois ver que é mais um bueiro. Espero que isso não se torne comum na cidade do Rio de Janeiro e que as pessoas não se acostumem.  Queremos serviços de qualidade, pagamos para isso.

Uma dica para Light, que no meu primeiro texto nesse blog em julho do ano passado, já havia sido criticada por mim: se não der de todas as maneiras resolverem este problema, baixem o valor das contas de luz e mais uma vez terceirizem o serviço, só que agora, contratem as Tartarugas Ninjas

26 de junho de 2011

Mais um fim de noite.

Fim de mais um dia. Todos se preparam para dormir. Cada um está em seu quarto. A madrugada se aproxima.

Eu também vou me deitar. Como em todos as noites assim que chego à cama, o hábito daqueles trinta minutos de leitura. Estou chegando ao fim de mais um livro de George Orwell.

Passa a meia hora. Guardo o livro na terceira gaveta da cômoda. Apago a luz do abajur. Ajeito-me para dormir. Cubro-me com o edredom que ganhei de minha avó.

O sono, meu companheiro de todas as noites, não vem. Pergunto-me: cadê ele? Não obtenho a resposta. Mexo e me remexo. Continuo sem conseguir dormir.

Penso em ir à cozinha beber água, mas desisto. Alguns minutos se passam até que decido ir à cozinha. Desço os quinze degraus da escada. Sem sono, nem preciso me apoiar no corrimão de alumínio. Passo pelo banheiro, pensei em entrar, porém, desisti. Não sabia o que faria ali. Chego à cozinha, abro a geladeira, avisto o pudim de leite da minha irmã, entretanto, fico mesmo é com água.

Depois de tomar um copo e meio, é hora de volta para a minha cama. Repasso pelo quarto de minha mãe, dorme como uma rainha. Repasso pelo quarto da minha irmã, dorme como uma princesa.

Adentro o meu quarto, reacendo a luz do abajur. Leio mais algumas páginas do livro. Até que sinto que o sono pode ter chegado, guardo o livro da terceira gaveta da cômoda, apago o abajur rapidamente e deito-me coberto pelo edredom que ganhei de minha avó. Em contrapartida, tudo isso foi em vão, o sono está atrasado, ainda.

Matuto as idéias. Penso se isso tem algo a ver com coisas que possam estar acontecendo, não chego a uma conclusão. Ao fim de tudo, tem nada a ver com esta falta de sono.

Olhando para janela de cortinas brancas, vejo e ouço a árvore balançar. A noite nunca esteve tão calma, bastante propícia para uma boa noite de sono. Minutos se arrastam, vejo o brilho do notebook. Pergunto-me: vou ou não vou para a internet? O que fazer lá numa hora dessas da noite?

Decido-me levantar, abro o notebook. Com um mundo vasto em minhas mãos, não sei aonde que vou na página do google.

Até que depois de alguns minutos, começo a dissertar este texto para vocês. Afinal, quem nunca teve insônia em alguma noite dessas?

Uma boa noite a todos. Fui dormir.

16 de junho de 2011

Existem mulheres de todas as cores... presidentes e ministras.

Uma chegou e tratou de levar junto consigo as outras mulheres. Uma mulher atrás da outra em cargos políticos importantes.

Primeiramente, chegou a Dilma com o apoio do ex-presidente Lula. Antes de assumir, ela era ministra-chefe da Casa Civil, cargo ultra-importante, e para concorrer para o maior posto executivo do país, cedeu espaço para Erenice Guerra. Se esta não tivesse feito falcatrua antes da hora, talvez ainda estivesse ocupando este cargo até hoje.

Dilma elegeu-se presidente, decepcionou-se com homens, Palocci, foi seu primeiro ministro da Casa Civil e, Luiz Sérgio (PT-RJ), seu primeiro ministro das Relações Institucionais. Os dois vacilaram, Palocci principalmente. Foi o principal responsável da primeira crise do recém-nascido governo Dilma.

Decepcionada com os homens, Dilma nomeou logo, de surpresa, duas mulheres que não eram cotadas nem de longe para assumir os cargos vagos. Palocci foi substituído pela senadora Gleise Hoffman (PT-PR) e nas Relações Institucionais, Dilma fez uma dança das cadeiras: Luiz Sérgio foi para o Ministério da Pesca e Ideli Salvatti saiu do da Pesca para o Ministério das Relações Institucionais.

Brasília, no alto escalão, parece estar nos eixos agora. Situando-se para reiniciar o governo Dilma. Comentaristas políticos dizem que Dilma escolheu mulheres com o mesmo perfil dela, fechada ao diálogo, não gostam de ouvir muito. Entretanto, duvido que o PMDB, principalmente, contente-se em ficar com a boca fechada. Fechar-se ao diálogo, penso que não seria uma boa idéia para a Dilma. Tem que ouvir todas as partes, caso contrário, não irá colocar em prática suas ações. Os caras são maioria, seria um suicídio não ouvi-los.

Se vai ser aberta ao diálogo com suas mais novas ministras daqui para frente, não há como saber, mas assunto como "que esmalte você usou ontem?", com certeza não existirá entre elas...

Gleise, Ideli e Dilma. Foto: O Globo.

10 de junho de 2011

Corações vacinados: O Campeão Voltou

Ela é nossa!
Um dia após a conquista da Copa do Brasil, eu venho, enfim, falar sobre a épica conquista do Gigante da Colina.

Nossos corações, dos vascaínos que sentem mesmo, foram vacinados, voltou a bater da maneira correta e agora está funcionando como nunca. Depois de tanto tempo na obscuridade, nosso Vasco voltou de maneira brilhante, reluzente, lustrosa. Nosso revérbero novamente cobre o território nacional inteiro.

O que dizer da final? Nosso medo de fracassarmos mais uma vez. Mas o verdadeiro vascaíno sabia que essa era a nossa vez, era a nossa chance. Como valorizou o nosso título esse time do Coritiba, que durante a campanha da Copa do Brasil, deu de 6 no Palmeiras, mas penou para passar do Ceará (que eliminou o Flamengo).

Sofremos, tivemos calafrios, arrepiamo-nos, gritamos, xingamos, vivemos intensamente esse momento. Tudo isso com um único objetivo: voltar às glórias do futebol nacional e, de maneira inédita nos últimos 11 anos, desentalamos esse grito de campeão, respiramos e, definitivamente, a Copa do Brasil de 2011 é nossa.

Essa torcida, que mesmo nos momentos mais difíceis, jamais abandonou este clube. Como foi linda a nossa invasão no Couto Pereira, cerca de 4 mil torcedores faziam a festa no Alto da Glória, onde era apenas o início das comemorações.

Eu me orgulho de ter passado por tudo que passei nos últimos anos: vices e mais vices, vivendo na normalidade do futebol brasileiro, muitas vezes contestado como grande e Milton Neves teve que engolir o retorno do Vasco da Gama, como falou asneira esse cara que se diz jornalista. Edmundo foi espetacular quando teve a oportunidade de dizer a ele umas poucas e boas palavras:

"Você falou muita besteira, pois o Vasco nunca deixou de brilhar. Você tem de ter respeito. Ninguém pode voltar a ser aquilo que nunca deixou de ser.”, disse Edmundo.

Agora, o que disse o comentarista Lédio Carmona do Sportv, outro vascaíno ilustre:

"A final da Copa do Brasil só merecia vencedores. A honra ficou com o Vasco, campeão, renascido e de volta à Taça Libertadores após 11 anos. Chorem mesmo, vascaínos. Joguem as dores para bem longe. O acerto de contas com os fantamas do passado está mais do que sacramentado.", disse o comentarista.


Nós que aguentamos essa época negra, mostramos ser verdadeiros vascaínos, foi a nossa vez. Não chorei no rebaixamento e quase chorei ano passado naquele período tenebroso antes da Copa do Mundo, em que o Vasco ia muito mal e chegou a perder para o fraco Guarani dentro de São Januário, àquela altura, passou-me todo o filme do rebaixamento, temi que pudesse acontecer novamente, mas não, recuperamo-nos e conseguimos nos manter na elite e começar um trabalho para 2011. Voltamos a disputar uma final no estadual e chegamos com muitas dificuldades e de forma espetacular ao título da Copa do Brasil.


Como chorei assim que começou a vinheta do nosso hino ao final do jogo, não era apenas um campeonato estadual, e sim um campeonato em que grandes equipes do futebol brasileiro disputaram: São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Ceará, Avaí e o grande Coritiba.


A imensa torcida bem feliz merece comemorar esta conquista, porém, ninguém mais que a minha geração merece essa conquista. Eu, com 18 anos apenas, lembro da semifinal contra o River Plate em 1998 pela Libertadores, mas não lembro da final. Em 2000, lembro de tudo, lembro de minhas lágrimas na final da Mercosul, lembro da polêmica conquista da João Havelange. Eu lembro pouco, mas grande parte não tem isso na memória, os mais novos então.


O que os mais novos tinham para escolher o Vasco como time? Não ganhava títulos, mostrava-se apenas como mais um clube brasileiro. Mas o amor está fadado, quando é para ser é. Mantemo-nos firmes e hoje estamos no auge de nossa redenção.


A festa em São Januário foi linda. Milhares de torcedores, mesmo com chuva, fizeram parte da comemoração juntos dos jogadores e da diretoria. Lamento por não poder participar, mas com certeza estarei lá no sábado, pelo campeonato brasileiro, na apresentação do nosso Reizinho à torcida e a entrega de faixas aos jogadores, que será comandada por ele e pelo nosso presidente, Roberto Dinamite.


Tenho que destacar o final da partida com dois jogadores, Felipe e Diego Souza no banco de reservas, extremamente experientes, sucumbirem à emoção, à temeridade e mostrarem que se não for sofrido, não é Vasco. Esconderam-se, mas no fim de tudo deu certo e, Felipe voltou para ser campeão, revivendo o fim da gloriosa década de 90.




Dos jogadores em pé: Fernando Prass (capitão), Élton, E. Costa, Rômulo, Dedé, Jumar, Felipe e Alessandro.
Agachados: M. Careca, A. Martins, Bernardo, F. Bastos, Fágner, Diego Souza, Alecsandro, Ramon, Alan e Éder Luiz.
Esses são nossos heróis. Lutaram por nós e nos deram esse título tão esperado. Não vou destacar um ou outro jogador, pois Vasco não é isso. Cada um teve a sua importância. Cada um contribuiu da sua forma para a conquista desse título.


E vamos para Libertadores 2012, somos o primeiro representante brasileiro confirmado na competição. Isso é Vasco, estamos voltando ao nosso verdadeiro lugar. E para aqueles que insistem em achar defeito na nossa conquista: contentem-se, somos campeões da Copa do Brasil 2011.

Comemorem da maneira que puder, cruz-maltino. Um grande beijo e um abraço aos vascaínos, esse é o nosso momento.

Vasco não se explica, se sente. Eternamente Vasco da Gama.

Artigo excluído do blog de futebol em que contribuo falando sobre o VascoPlantão do Futebol.

13 de maio de 2011

Internet

Símbolo máximo da modernidade. O apogeu da tecnologia. Cada vez menos pessoas deixam de não ter acesso à ela.

É impressionante o que ela nos proporciona. O que, antes, fazíamos perdendo horas, hoje, fazemos em minutos, desde uma simples transferência bancária até uma compra numa loja virtual.

Ligado a isso, vem a chata história do sedentarismo. Os chatos de plantão, dizem que resolvendo compromissos pela internet, deixamos de perder umas calorias. Bom, se eu vou, por exemplo, a uma padaria, vou para comprar pão, e não para perder calorias. Se eu quiser me manter em forma, eu que vá procurar uma academia, praticar uma caminhada, correr pelas ruas etc.

A Internet ainda tem a sua face mais brilhante. Promoveu uma revolução há pouco tempo, contribuiu para Revoluções, vide o ex-Egito de Hosni Mubarak. Coisas do século xxi. Quem diria que um ditador iria sucumbir diante da Internet? Tempos passam e o mundo muda.

Porém, a Internet também tem seu lado perigoso, como em todo lugar que se imagine. Além de nos deixar dependentes dela, há situações que só podem ser resolvidas por ela. E quem não usa internet, por algum motivo, tem que se desdobrar. Isso é cruel. E ainda na internet, existem aqueles malucos que ficam atrás de crianças e adolescentes conectados à rede.

Apesar disso, ela nos trás mais benefícios do que déficits. Empresas dependem dela, quase que integralmente. Sem ela, administrações param. Há pouco o que fazer sem a mãe da globalização. A tendência é ficarmos ainda mais próximos. Brasileiros mais pertos do Japão, australianos dos argentinos etc. Não dá mais para viver sem ela, tornou-se familiar.Gerações nascem nela.
Um mundo dentro dessa caixinha.

Fico me perguntando. Será que a Internet terá um fim? Será que vão inventar algo melhor e muito mais espetacular ? Não há respostas. Sei que a Internet que vem inventando muitas coisas. É algo que parece sem fim.

Ela é, literalmente, um mundo paralelo. É um novo planeta com vida. Quem entra nela, jamais sairá dele.

E eu, espero permanecer com a minha conexão para o resto da minha vida, aonde quer que eu vá!