Mostrando postagens com marcador Club de Regatas Vasco da Gama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Club de Regatas Vasco da Gama. Mostrar todas as postagens

10 de junho de 2011

Corações vacinados: O Campeão Voltou

Ela é nossa!
Um dia após a conquista da Copa do Brasil, eu venho, enfim, falar sobre a épica conquista do Gigante da Colina.

Nossos corações, dos vascaínos que sentem mesmo, foram vacinados, voltou a bater da maneira correta e agora está funcionando como nunca. Depois de tanto tempo na obscuridade, nosso Vasco voltou de maneira brilhante, reluzente, lustrosa. Nosso revérbero novamente cobre o território nacional inteiro.

O que dizer da final? Nosso medo de fracassarmos mais uma vez. Mas o verdadeiro vascaíno sabia que essa era a nossa vez, era a nossa chance. Como valorizou o nosso título esse time do Coritiba, que durante a campanha da Copa do Brasil, deu de 6 no Palmeiras, mas penou para passar do Ceará (que eliminou o Flamengo).

Sofremos, tivemos calafrios, arrepiamo-nos, gritamos, xingamos, vivemos intensamente esse momento. Tudo isso com um único objetivo: voltar às glórias do futebol nacional e, de maneira inédita nos últimos 11 anos, desentalamos esse grito de campeão, respiramos e, definitivamente, a Copa do Brasil de 2011 é nossa.

Essa torcida, que mesmo nos momentos mais difíceis, jamais abandonou este clube. Como foi linda a nossa invasão no Couto Pereira, cerca de 4 mil torcedores faziam a festa no Alto da Glória, onde era apenas o início das comemorações.

Eu me orgulho de ter passado por tudo que passei nos últimos anos: vices e mais vices, vivendo na normalidade do futebol brasileiro, muitas vezes contestado como grande e Milton Neves teve que engolir o retorno do Vasco da Gama, como falou asneira esse cara que se diz jornalista. Edmundo foi espetacular quando teve a oportunidade de dizer a ele umas poucas e boas palavras:

"Você falou muita besteira, pois o Vasco nunca deixou de brilhar. Você tem de ter respeito. Ninguém pode voltar a ser aquilo que nunca deixou de ser.”, disse Edmundo.

Agora, o que disse o comentarista Lédio Carmona do Sportv, outro vascaíno ilustre:

"A final da Copa do Brasil só merecia vencedores. A honra ficou com o Vasco, campeão, renascido e de volta à Taça Libertadores após 11 anos. Chorem mesmo, vascaínos. Joguem as dores para bem longe. O acerto de contas com os fantamas do passado está mais do que sacramentado.", disse o comentarista.


Nós que aguentamos essa época negra, mostramos ser verdadeiros vascaínos, foi a nossa vez. Não chorei no rebaixamento e quase chorei ano passado naquele período tenebroso antes da Copa do Mundo, em que o Vasco ia muito mal e chegou a perder para o fraco Guarani dentro de São Januário, àquela altura, passou-me todo o filme do rebaixamento, temi que pudesse acontecer novamente, mas não, recuperamo-nos e conseguimos nos manter na elite e começar um trabalho para 2011. Voltamos a disputar uma final no estadual e chegamos com muitas dificuldades e de forma espetacular ao título da Copa do Brasil.


Como chorei assim que começou a vinheta do nosso hino ao final do jogo, não era apenas um campeonato estadual, e sim um campeonato em que grandes equipes do futebol brasileiro disputaram: São Paulo, Flamengo, Palmeiras, Ceará, Avaí e o grande Coritiba.


A imensa torcida bem feliz merece comemorar esta conquista, porém, ninguém mais que a minha geração merece essa conquista. Eu, com 18 anos apenas, lembro da semifinal contra o River Plate em 1998 pela Libertadores, mas não lembro da final. Em 2000, lembro de tudo, lembro de minhas lágrimas na final da Mercosul, lembro da polêmica conquista da João Havelange. Eu lembro pouco, mas grande parte não tem isso na memória, os mais novos então.


O que os mais novos tinham para escolher o Vasco como time? Não ganhava títulos, mostrava-se apenas como mais um clube brasileiro. Mas o amor está fadado, quando é para ser é. Mantemo-nos firmes e hoje estamos no auge de nossa redenção.


A festa em São Januário foi linda. Milhares de torcedores, mesmo com chuva, fizeram parte da comemoração juntos dos jogadores e da diretoria. Lamento por não poder participar, mas com certeza estarei lá no sábado, pelo campeonato brasileiro, na apresentação do nosso Reizinho à torcida e a entrega de faixas aos jogadores, que será comandada por ele e pelo nosso presidente, Roberto Dinamite.


Tenho que destacar o final da partida com dois jogadores, Felipe e Diego Souza no banco de reservas, extremamente experientes, sucumbirem à emoção, à temeridade e mostrarem que se não for sofrido, não é Vasco. Esconderam-se, mas no fim de tudo deu certo e, Felipe voltou para ser campeão, revivendo o fim da gloriosa década de 90.




Dos jogadores em pé: Fernando Prass (capitão), Élton, E. Costa, Rômulo, Dedé, Jumar, Felipe e Alessandro.
Agachados: M. Careca, A. Martins, Bernardo, F. Bastos, Fágner, Diego Souza, Alecsandro, Ramon, Alan e Éder Luiz.
Esses são nossos heróis. Lutaram por nós e nos deram esse título tão esperado. Não vou destacar um ou outro jogador, pois Vasco não é isso. Cada um teve a sua importância. Cada um contribuiu da sua forma para a conquista desse título.


E vamos para Libertadores 2012, somos o primeiro representante brasileiro confirmado na competição. Isso é Vasco, estamos voltando ao nosso verdadeiro lugar. E para aqueles que insistem em achar defeito na nossa conquista: contentem-se, somos campeões da Copa do Brasil 2011.

Comemorem da maneira que puder, cruz-maltino. Um grande beijo e um abraço aos vascaínos, esse é o nosso momento.

Vasco não se explica, se sente. Eternamente Vasco da Gama.

Artigo excluído do blog de futebol em que contribuo falando sobre o Vasco: Plantão do Futebol.

21 de agosto de 2010

Uma de minhas paixões

Paixão é um sentimento levado a um alto grau de intensidade, um amor ardente. E o clube que despertou este sentimento em mim foi o Club de Regatas Vasco da Gama! Infelizmente, não posso dizer que sou vascaíno desde que nasci, pois antes de o ser, fui tricolor e flamenguista. Mas com 6 anos eu "encontrei" este clube, isso eu sei porque eu lembro vagamente de ter comemorado os gols contra o River Plate, nesta época, nascia um sentimento verdadeiro, fanático!

Houve diversas tentativas de tentarem me transformar em flamenguista - boa parte de minha família é flamenguista - uma delas foi uma vez o meu cunhado me levar para assistir Vasco x Flamengo nas cadeiras brancas do Maraca no ano de 2000, no meio da torcida do Urubu, ou seja, se meu time fizesse gol, eu não poderia gritar. Num Maraca cheio, típico deste clássico, eu assisti ao meu time tomar uma goleada de 4 a 0 de se esquecer, com um show de Edílson Capetinha, um belo cenário para eu virar casaca e meu cunhado pensando, duvido que ele não mude de time desta vez, mas ela não foi de se esquecer como disse antes, pois por algum motivo, talvez por orgulho, eu não troquei de time e vi o quanto suportava pelo meu clube! 



Vasco da Gama, o clube fundado em 21 de agosto de 1898 às 14 horas e 30 minutos, que teve seu nome em homenagem ao Almirante Vasco da Gama, que em 27 de maio de 1498 havia descoberto o caminho para as Índias. O primeiro título carioca foi o de Remo em 1905 com o bi no ano seguinte. Em 1915, iniciou-se a história vascaína no futebol, depois de uma visita de um combinado português que 2 anos antes veio ao Rio de Janeiro, e  alguns sócios vascaínos fundaram o Departamento de Futebol em 26 de novembro de 1915 em uma fusão com o Lusitânia, clube de imigrantes portugueses!


O primeiro gol da história do Vasco foi de Adão Antônio Brandão, um dos maiores atletas da história cruzmaltina, sendo campeão em várias modalidades! O primeiro título foi em 22, venceu a segunda divisão carioca e garantiu o direito de jogar contra os "grandes" em 23! O Vasco foi o time que inventou o bicho, pagamento extra salarial dada a jogadores por um objetivo alcançado e na sua primeira participação na elite carioca desbancou Bangu, Flamengo, Fluminense e Botafogo e levantou seu primeiro grande título: Carioca de 1923. Com o título, o Vasco conquistou a popularidade e passou a ser um dos maiores do Rio com torcedores não só portugueses, mas de todas camadas da sociedade e de todas as origens, por isso clubes grandes e pequenos, temendo essa expansão, deram ordens para eliminar os analfabetos do time! Sem sucesso, os anti-vascaínos fundaram uma nova Liga, a qual excluíram o Vasco da Gama por conter em seu time, além de anafabetos, negros e operários! 


O Vasco fora da liga "racista" chegou ao seu primeiro título invicto em 1924 com 16 vitórias em 16 jogos. O estádio vascaíno foi construído numa colina em S. Cristóvão, que havia sido doada no XIX por D. Pedro I à marquesa de Santos, com a contribuição popular e por isso chegou a 8 mil sócios em 26. Devido ao seu grande sucesso,  também por meio da construção de um estádio, no ano de 1925 o Vasco foi aceito na Liga dos outros grandes, com igualdade de condições entre todos participantes. 


A construção de S. Januário, na época chamado Vasco da Gama, terminou em 1927 e passou a ser o maior estádio da A. do Sul até a construção do Pacaembu em 40. A Seleção Brasileira realizou seus jogos regularmente em São Januário até a construção do Maracanã em 50. O estádio vascaíno foi sede de comícios políticos e assembléias de sindicato de trabalhadores e num comício histórico, G. Vargas anunciou as leis trabalhistas do Brasil. O primeiro jogo do estádio foi Vasco x Santos, este já era famoso e tinha um ataque fortíssimo e saiu vitorioso, derrotando o meu Vasco por 5 a 3. Galego fez o primeiro gol vascaíno no estádio.


No Remo, o Vasco deixou escapar apenas o título de 1933 no período entre 1927 e 1939. Na década de 40,  o Vasco sagrou-se campeão invicto no remo e virou Campeão Invicto de Terra e Mar, foi uma década maravilhosa. 


O Expresso da Vitória veio nessa época, sendo o Vasco o primeiro campeão carioca no Maraca, o Expresso chegou ao fim em 1953, com 3 títulos internacionais! Os anos 60 foram os piores da história, onde teve poucos títulos! A década de 70 foi marcada pelo título brasileiro no ano de 74, vencendo o Cruzeiro por 2 a1 no Maracanã! A década de 80, o Vasco voltou a ganhar estaduais e novamente o Brasileiro em 89, com a famosa Sele-Vasco derrotando o São Paulo por 1 a 0 no Morumbi. 


Aí a minha década, a de 90, onde o Vasco conquistou o tricampeonato estadual entre 92 e 94. Foi tricampeão brasileiro em 97 e no ano de seu Centenário, tornou-se o único clube brasileiro a conquistar a Taça Libertadores no ano do Centenário. E no mundial, foi derrotado por outra potência, o Real Madri! No basquete se tornou a melhor equipe amadora do mundo, sendo superada pelo campeão da NBA.
Troféu da Taça Libertadores
Em 2000 perdeu nos pênaltis para o Corinthians, num Maracanã lotado, o campeonato mundial, o primeiro a ser organiado pela FIFA. No mesmo ano, o Vasco conseguiu uma goleada histórica sobre o Flamengo: 5 a 1, show do baixinho Romário. E ainda conquistou um dos títulos mais magníficos  de sua história, com uma vitória de virada sobre o Palmeiras, após estar perdendo de 3 a 0 dentro do Palestra Itália: 4 a 3 pra nós!


E ainda em 2000 contra o São Caetano, aconteceu a final mais polêmica da história após a queda do alambrado em S. Januário, que foi remarcada para o início de 2001, onde o Vasco sagrou-se tetracampeão brasileiro. Em 2001 conquistou o torneio Rio-São Paulo.


Em 2008, um dos maiores fracassos da história vascaína: o clube foi parar na segunda divisão, fazendo uma das piores campanhas no campeonato nacional, resultado de uma gestão ineficiente de anos anteriores. Em 2009, a torcida mostrou o que é amar um clube, lotando o estádio praticamente em todos os jogos e ajudou o time a voltar primeira divisão do Brasil, sendo campeão da segunda divisão.  
Este ano, a história ainda está sendo escrita e editarei em um possível novo post. No dia 21 de agosto de 2010, o nosso Vasco completou:
   Que orgulho de ser vascaíno.
Fonte e história completa: Site Netvasco.