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17 de fevereiro de 2011

Desperdício de água em Maria da Graça!

No bairro de Maria da Graça, mais precisamente na rua Miguel Ângelo está com um problema na sua rede de abastecimento de água. No meio da rua jorram milhares de litros de água por dia, um enorme desperdício.

Foto do dia 13 de fevereiro.
A empresa que presta serviços de saneamento para grande parte dos municícpios do estado do Rio de Janeiro é a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) desde 1975 quando houve a fusão do Estado do Rio com o da Guanabara.

De acordo com dados de maio do ano passado, a Cedae atende 65 dos 92 municípios fluminenses e 17 com coleta de esgoto sanitário, atendendo cerca de 9 milhões das 15 milhões residentes no estado.

Essa parte da rua Miguel Ângelo é pouco movimentada, poucas pessoas transitam a pé, o que mais dá movimento ali são os ônibus que passam para o metrô de Maria da Graça. 

As fotos foram tiradas na segunda vez que eu passei pelo local em duas semanas. No final de janeiro, a rua já estava com esse problema, e a Cedae até agora não esteve no local para resolver o caso. Parece que ela não foi nem informada do ocorrido. 

O fato que mais impressiona é a passividade dos moradores. Não é possível que esse bairro não tenha Associação dos Moradores, os moradores que moram ali perto não fazem nada. Como disse, essa parte da rua é praticamente deserta e não se encontra um morador. 


Foto do dia 13 de fevereiro.
Quantas pessoas no mundo não brigariam por esses litros desperdiçados no local? A água, um assunto batido na sociedade, continua sendo desperdiçada em grandes quantidades, o que é uma pena.

Assim como os EUA invadiram o Iraque por causa do petróleo, daqui umas décadas, ainda verei eclodir a Terceira Guerra Mundial para disputar lençóis freáticos, e o país que mais vai sofrer é o Brasil, nós temos a maior reserva de água no subsolo do planeta. Seremos atacados por inúmeras civilizações cheias de sede.

Com esse pequeno texto, farei mais um daqueles apelos, não desperdicem água, ela não durará para sempre. 

Pense nas próximas gerações. O Planeta será eternamente grato!

17 de janeiro de 2011

Favela do Jacarezinho unida pela solidariedade

Rubinho, um dos organizadores.
Na minha última postagem, também falei da solidariedade em momentos difíceis como esse. E mais uma vez dou espaço para exaltar o grande espírito de solidariedade que está não só com o Rio de Janeiro, mas também com o Brasil inteiro.

Desta vez, destaco um lugar, no qual moradores ajudam de todas as formas, doando desde água mineral à roupas simples para as vítimas da Região Serrana do Rio de Janeiro.

O lugar a ser destacado é a favela do Jacarezinho, mais precisamente no Largo dos Tubas, local onde está montada uma sede improvisada para receber as doações.

Numa iniciativa da Primeira Igreja Batista da favela, situada bem próxima ao local onde está a sede, as doações serão entregues ao Corpo de Bombeiros que está encarregado de levar o que é recebido aos necessitados.

É bastante visível o grau de satisfação das pessoas envolvidas, tanto dos organizadores quanto de quem contribui.

Enorme quantidade de doações.

A solidariedade está em todos os cantos, não importa a classe social. Pessoas que não têm o que doar, fazem um lindo esforço para contribuir de qualquer maneira, seja tirando um pouco do pouco que tem, seja divulgando, ou até mesmo no trabalho braçal.

Todo esforço em prol da ajuda ao próximo, esse é o espírito da comunidade. As doações continuam sendo recolhidas no mesmo local e seguirão o mesmo destino para tentar amenizar o sofrimento das pessoas afetadas.

Doe você também, um quilo de alimento não perecível, uma simples peça de roupa, um brinquedo, vale tudo. Informe-se no ponto de coleta mais próximo de sua residência. Vamos juntos na mesma causa.

Termino, parabenizando essa imensa favela que é marcada pela violência. Esses atos de bem a mídia não mostra, infelizmente.
                                        
                       Parabéns, Jacarezinho.

25 de novembro de 2010

Tropa de Elite 3

Tiros, polícias, bandidagem, marinha, medo, favelas, veículos queimados, Tropa de Elite, desespero, faces amedrontadas, pessoas queimadas e mortas, toque de recolher, incerteza.

Eu tenho que registrar isso aqui, vai ficar marcado na história, não só na do Rio, mas também na do Brasil. Eu, com os meus 18 anos, nunca havia visto algo como este.

Depois de anos de abandono da segurança pública daqui do Rio de Janeiro, são implantadas as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas favelas cariocas. Especialistas dizem que é um ótimo projeto e falam que implantando-as, há evasão de bandidos para outros locais do Rio: outras favelas e até mesmo asfalto e que isto é o grande problema causado pelo descaso da segurança pública nas últimas décadas.

Esses ataques de bandidos pelo Rio de Janeiro querem um basta e fazer com que o poder público repense e recue nessa política de segurança. Dizem-nos para manter a calma e continuarmos a rotina normalmente. Sei que a calma é importantíssima nessa hora, mas é praticamente impossível manter a calma num momento em que você dentro de um carro, dentro de um ônibus, numa avenida ou rua qualquer, e bandidos armados pegam um veículo para tacar fogo. Como manter a calma assim? A primeira coisa que pensamos num momento desse é ir para casa imediatamente.

Os ataques fizeram boa parte do Rio paralisar. Creches e escolas fechadas. Aqueles que estão em casa não podem sair e aqueles que estavam no trabalho não podem voltar para casa, se voltar corre o risco de morte. O caos, que eu vinha citando em minhas postagens anteriores, está no seu auge com toda essa guerra. A cidade está sitiada.

A polícia tenta conter, faz incursões nas favelas. Os moradores favelados também se apavoram. Muitos deles estão fora de suas casas, fora de sua favela. Estão trabalhando em algum canto e aqueles que têm filhos dentro de casa se desesperam. Tentam de qualquer maneira voltar para casa, talvez possa ser uma atitude impensada, mas há o instinto animal de proteger suas crias. Em todo lugar é assim.

A população não sabe o quê fazer, fica num jogo do vai-e-vém no meio dessa maior operação policial da história. Aqueles, que pensavam em acabar com o tráfico, sabiam que um dia toda essa guerra contra a criminalidade iria ocorrer. Eis que o dia chegou. A polícia tem o apoio da marinha, recebe tanques de guerra ( meu Deus, a que ponto chegamos?! ). Realmente, toda essa situação é para fazer chorar. Depois disso tudo, esperamos que tenhamos a paz algum dia no Rio. Sonho em ver esse desespero pulverizado. Toda essa situação nos faz viver em 5 dimensões o filme Tropa de Elite 3.

As imagens das pessoas abanando panos brancos numa favela me arrepiaram. Já estamos cansados disso, e eu insisto: até quando viveremos assim? Só consigo responder de uma forma: enquanto existirem pessoas levantando a bandeira branca, existirá também a esperança de que algum dia seremos atendidos e passaremos a viver num lugar em Paz. E assim, vamos vivendo, se um dia será possível acabar com esse mal eu não sei, e enquanto não acaba frases como a que está no final nos carregarão e vamos vivendo. Ué, fazer o quê? Temos que continuar levando a vida, vamos parar por causa disso? Tornaremo-nos autistas? Talvez, o autismo seja a única solução para isso tudo.

Portanto, eis a frase: QUEREMOS PAZ, MAIS DO QUE NUNCA.