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3 de fevereiro de 2011

O amor e a vida

O amor. Este é lindo, mágico, maravilhoso. Na vida somos feitos para amar. Há aqueles que dizem que não possuem um amor, fico imaginando o quanto deve ser difícil a vida dessas pessoas.

Como assim não amar alguém, amar algo? Deve ser um vazio eterno, onde só existe espaço para amargura e caminho para solidão.

Dessa maneira fica difícil viver, uma solidão que não tem solução. Sei que às vezes é necessário ficar sozinho, ter um momento para si, sei que às vezes dá vontade de virar a cara para o mundo e viver apenas de si.

Entretanto, o ideal seria que isso fosse apenas às vezes e não transformar isso numa rotina. Fomos feitos para nos relacionar e relacionar bem na medida do possível. Se não está dando mais, renove-se, vai que dá certo. E se não der, tente quantas vezes for possível, persista.

Seja um familiar, seja um mero amigo, seja um animal ou seja até mesmo um time de futebol. Ame. Apegue-se algo que te faça bem, deixe o lado material para lá, viva com o necessário, é possível ser feliz assim. Importe-se realmente com o que valha a pena.

Não tem aquela história que por trás de um mendigo sempre há um cachorro, até mendigos se apegam a algo e com muito bom gosto por sinal, afinal, o cachorro é o melhor amigo do homem.

Quando a situação sai do nosso controle é difícil contornar, porém, se quisermos, voltaremos ao que era. Só depende de nós mesmos. Levante-se. A vida, sem o olhar religioso, é uma só, não viva pelos cantos, não sei se teremos outra chance de passar por aqui. Não arrisque.

Portanto, aproveite essa oportunidade que lhe foi dada e não importa se foi dada pelo Big-Bang ou por Deus. Seja você: VIVA!

12 de janeiro de 2011

Relatos de um velho

Um início de tarde agradável. E o senhor de idade que dá o título desta postagem está em sua varanda com o seu notebook, aproveitando sua internet sem fio. Ele está ali para poder fazer um relato de sua vida, ter aquilo registrado e poder ler e lembrar do que passou quantas vezes quisesse.

Eis que ele começa a redigir.

"Minhas mãos estão cheias de calos, mas pioneiras. Lembro-me de quando não eram assim. Hoje, minhas mãos representam o que sempre foi minha vida.

Não reclamo do modo que elas ficaram e muito pelo contrário, o orgulho toma conta de mim em vê-las assim. Não reclamo e também não me arrependo de nada. Desde cedo, sempre necessitei buscar para poder garantir minha sobrevivência e a de quem estivesse ao meu lado.

Nunca tive problemas em relação a trabalhar, talvez se tivesse, não estaria aqui passando-lhes tais palavras. Afinal, se eu não fizesse por mim, quem faria? Agradeço a Deus por ter me dado saúde para eu não padecer nos campos de batalha." Neste momento, ele vê seus três netos chegando a sua casa, a casa dos vovôs é perfeita para brincar e cada neto o cumprimenta carinhosamente. Não há nada que seja capaz de medir a felicidade do velho naquele momento. As crianças entram pela casa correndo para aproveitar o dia. O velho volta ao seu relato.

"Desde que me conheço como gente, também sempre fui religioso, não me ligava a uma religião em sim, porém, sempre tive o MEU Deus. Eu precisava de algo que garantisse a fortaleza de minha base durante a vida difícil que tive. Ganhei uns calos nos joelhos pelas noites que após o trabalho, eu agradecia e pedia ao Senhor pelo o que conquistava e almejava, respectivamente.

Sou feliz com o pouco que conquistei. Sou um velho feliz e também satisfeito, pois mudei um pouquinho o rumo da história de minha família." Neste momento, ele vê do outro lado da casa seus netos se divertindo, o velho tem um momento de êxtase maravilhoso, ele não viveu aquela infância e deixa cair no teclado do notebook uma pequena lágrima, percebe e se contém, pois se alguém o visse daquele jeito seria algo que ele não queria vissem, porque ele sempre foi viril, parecendo muitas vezes insensível. Contido, volta para sua história.

"Pela idade avançada, conquistei a aposentadoria e tenho satisfação e felicidades sem limites por ver meus netos se divertindo pela casa, usufruindo da liberdade e dos direitos de uma criança, algo que eu não pude usufruir na minha infância, como o narrador já adiantou. Pois desde lá eu já construía os calos que tenho hoje." Ele parte para encerrar a sua narrativa de modo realizado e esperançoso.

"Consegui dar aos meus filhos essa liberdade e, sucessivamente, meus netos também a possuem. Desejo que isso perpetue-se em minha família e que se alastre para outros lares. Sou extremamente orgulhoso por ter sido pioneiro desta história.".

                                                                 Fim 

20 de dezembro de 2010

Uma verdadeira mulher e um Natal dos sonhos

Essa pequena história é de uma cobradora de ônibus, isso mesmo, de uma cobradora de ônibus. Ela trabalha numa linha de ônibus todos os dias da semana, exceto um, que é o dia de folga. Ela vive seis dias em função de um.

No dia de folga, a mulher tenta fazer tudo que não dá para fazer nos dias de trabalho. Tenta aproveitar os 4 filhos. Sem poder aproveitar o estudo que teve, ela trabalha para poder dar aos filhos menores um bom início de vida, algo que ela não teve quando era criança. Começou a trabalhar muito cedo para ajudar os pais e isso a atrapalhou nos estudos.

Viúva, ela leva uma vida difícil, com muito suor, mas consegue manter tudo no eixo. Os filhos foram bem criados, e vêem a mãe como um belo exemplo de vida. A mulher, com meio século de vida, passou por cada situação. O homem, com o qual ela teve os filhos, morreu por ser alcoólatra. E como eu disse, ela leva os filhos consigo sozinha, fazendo na maioria das vezes, tudo em função deles.

Dos filhos, uma (menina) soube aproveitar o grande exemplo que tem. Tendo uma infância livre, ao contrário da mãe, ela pôde estudar, e vê no estudo a única maneira de ter uma vida como ela quer. Vai cursando faculdade de engenharia elétrica numa conceituada universidade e ainda trabalha para ajudar a mãe e os irmãos mais novos. Definitivamente, a menina é o orgulho da mamãe.

Os outros três filhos, um já é resolvido, possui a própria casa com sua esposa e seu filho, tem a própria vida. Os outros filhos são menores. Estes, necessitam da mãe mais do que nunca e a mãe faz de tudo para honrá-los.

E chegou para todos da família mais um Natal. Todos de roupa nova na noite do dia 24 para esperar mais um aniversário de Jesus e fazerem, como todo ano, o amigo oculto familiar. Uma ceia digna de uma família normal brasileira e o que mais chama atenção é o clima que vive a família. Aquilo para mãe é algo incomparável, ela vê a pequena família toda reunida: o filho com a sua esposa e o netinho dela, a filha que é só orgulho e os dois meninos mais novos, a razão do viver daquela mulher batalhadora. E a única coisa a se lamentar naquela noite é ausência do pai, como ele era querido e não sabia, deixou muitas saudades. O amigo oculto é uma festa, os presentes são o que menos importa ali.

Chega o dia 25, todos se confraternizam, fazem a oração que a Mãe ensinou e que aprendeu da avó de seus filhos. Ao fim, continua a confraternização e por instante pegam a Mãe chorando. Chorando de alegria, felicidade, uma alegria para ela que não tem no dicionário. E num efeito cascata estão todos em círculo chorando, com a Mãe no centro. Um clima maravilhoso, uma mãe que possui uma família humilde tem tudo o que ela mais quer, um momento único daqueles.

Com o espírito renovado, a família fechou com chave de ouro um ano difícil. E esperam começar 2011 com o pé direito e novos ares. Tudo o que mais queremos é isso, que a família brasileira tenha um 2011 diferente e melhor do que todos os anos que já se passaram. A vida é complicada, mas a vamos levando da maneira que queremos. Fazendo muitos sacrifícios e vivendo, é o que mais importa.

Desejo a todos um belo Natal como o da família brasileira representada acima e um Ano Novo diferente e melhor do que todos que já se passaram. Tchau 2010, até logo.

4 de novembro de 2010

Um novo órgão, por favor!

O pulmão é o orgão mais importante para respiração do Reino Animal. Ah, biólogo de plantão, não me venha falar da lampréia. Estou falando do pulmão porque é o meu caso, a minha bronquite alérgica carrega-me desde pequeno.  


É um sufoco conseguir um pouquinho de ar, quando a crise vem que nem uma avalanche. Porém, não é para mim que eu pesso um órgão novo. Pesso pelas pessoas que passam anos em filas e mais filas, vivendo no limite, esperando por um rim, por um coração etc. Esse tema poderia ser mais explorado, porém, só quero fazer um pequeno apelo e numa possível ocasião explorarei o tema por completo.


Você que vive aí reclamando da vida por questões fúteis, vá a um desses institutos para ver o que é sofrimento. O apelo já não é mais apenas na parte dos órgãos, isso se estende para doação de medula óssea e doação de sangue. Então, se tiver a oportunidade, faça bem ao próximo, doe sangue, doe medula, doe seus órgãos ( esse há uma questão biológica ainda, de qualquer maneira, antes de morrer deixe o recado para os familiares: óh, se eu morrer com problema cerebral, tenho chance de doar meus órgãos... demonstre o interesse). Não deixe esse mal te atingir para poder abraçar essa causa. Vamos lá, mostre que há luz no fim do túnel para os debilitados.


Viva a vida!


Custa nada, é de graça, acho que ainda ganha um lanchinho. Mostre o poder que o verdadeiro ser humano tem. Seja ser humano, a humanidade agradece.


O verdadeiro poder do ser humano!

15 de agosto de 2010

Busca

Busca

Amanhã acordarei
e estarei cansado
mais um dia de batalha
mas, estarei de pé
para mais um dia alcançado.

Busco o meu futuro
não posso desperdiçar
o que pode ser meu lucro
eu tenho que segurar e
estarei no caminho a terminar.

É muita coisa contrária
vou indo aos "trancos e barrancos"
para terminar a minha história
e quando chegar ao fim
comemorarei minha glória...!