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2 de janeiro de 2011

Sai Lula e é a vez da Dilma

Quem diria que com a história do Brasil, um dia fôssemos ter uma mulher no maior cargo executivo do país? Pois conseguiu, e agora nos comandará por quatro anos e com certeza irá se reeleger para mais quatro anos em 2014. Ela conseguiu passando por cima de muitos homens, José Serra que o diga.

Se o Serra conseguiu assistir à cerimônia de posse da nova presidente, deve ter ficado com muita "inveja", afinal, aquele lugar ali poderia ter sido dele. Perdeu para uma mulher, significado de uma batalha árdua feminina durante muito tempo.

Espero que ela governe, realmente, para todos. E que isso não fique apenas no discurso da posse. E também não tem como falar de Dilma e não falar do Lula. O povo do Brasil a elegeu para poder dar continuidade com a mesma ou até uma maior intensidade nos projetos de Lula, onde ela teve participação considerável.

O primeiro discurso dela foi, "esteticamente", magnífico. E politicamente?  Não tem como saber ainda. Em algumas conversas sobre a nova presidente, dizem-me que ela não será a mesma presidente que o Lula foi. Eu, particularmente, ainda digo, está muito cedo para afirmar isso, não a conheço como presidente, ela nunca havia assumido um mandato, comandou algumas secretarias no Rio Grande do Sul, presidiu a fundação de Economia Estatísca e comandou dois ministérios de Lula, Minas e Energia e Chefe da Casa Civil. Como presidente, só o tempo para nos dizer e moldar o estilo dela de governar.

Uma das promessas do discurso inclui combater a corrupção. Se ela conseguir acabar com esse mal, aí mesmo que ela vai ficar marcada na história brasileira.

No discurso, ela soltou também uma frase que me encantou: "Prefiro o grito de uma imprensa livre ao silêncio de uma ditadura.". Para quem não sabe, há alguns meses houve uma crise com a imprensa brasileira, e isso faz tranquilizar a nossa imprensa. Mas não foi por causa disso que me encantou, na cerimônia estava presente o ditador venezuelano Hugo Chávez. Pode não ter sido propositalmente, mas mesmo assim foi uma indireta para o estadista venezuelano. Eu queria ter visto a cara dele logo após que ela pronunciou tais palavras. Não deu, falha dos câmeras, ninguém pegou. Chávez deve ter encarado como se não fosse com ele: " O que que foi? Isso é para mim?".

De qualquer modo, a Dilma ficará marcada na história do Brasil, combatendo ou não a corrupção,  como a primeira presidente mulher do país. Isso abre as portas para a grandiosa Marina Silva, se ela ficar tentando quem sabe ela não consiga, assim como o Lula fez. Essa é hora do PT, antes foi a do PSDB e depois da Dilma quem sabe não venha a hora do PV com a Marina e sua onda verde.

A chuva não estragou a cerimônia. Foi tudo dentro do eixo. O que ofuscou a posse de Dilma foi a despedida do querido Lula e a beleza da esposa, Marcela Temer, do então vice-presidente Michel Temer. Parece que desde Vargas não tínhamos um presidente tão querido pelo povo brasileiro. A aprovação do governo Lula é impressionante. O que será que ele vai fazer daqui para frente? Nem o próprio Lula sabe.

Saiu Lula e agora é a vez da Dilma. Tem tudo para seguir no eixo. Portanto, desejo um excelente mandato para o novo governo, que não tenhamos novas máfias das ambulâncias ou mensalões. O Brasil segue crescendo. Por fim, feliz Dilma a todos.

5 de setembro de 2010

Independência ou Morte

O dia 7 de setembro ficou marcado no Brasil e em Portugal, devido à Independência do Brasil que foi proclamada após uma série de acontecimentos que antecederam esse acontecimento. E teve como marca o grito do Príncipe Regente D. Pedro: Independência ou morte!

Este termo pode associar-se à sociedade atual.

Vivemos num país onde há pobreza (vem melhorando, mas ainda não é digno), um sistema público de saúde e educação que todos já sabem como são. Num país onde transborda corrupção, isto vai desde a população aos "politiquinhos". Num país onde é cada macaco no seu galho(não me venha falar de Criança Esperança), problema é meu ou o problema é seu. Numa geração onde a maioria dos adolescentes são fissurados em J. Bieber (nada contra o trabalho dele). Vivemos num país, onde tudo parece que está tudo bem, num conto de fadas, numa geração drogada, literalmente.

E o que que tem a Independência?

Hoje, ninguém se interessa por nada, vive alheio aos acontecimentos e só abre o olho quando é afetado, daí quer lutar, quer correr atrás, quer se juntar à ONGs, quer aparecer na TV, dizendo, não aguento mais. Enquanto estar em casa assistindo aos outros dizerem esta frase, pouco se importa, não se junta  àquele antes de acontecer consigo. Enfim, vivemos num comodismo generalizado, ou seja, nós morreríamos se gritássemos hoje, Independência ou Morte!

Hoje em dia, pode até ocorre, teoricamente, passeatas para tentar conseguir algo, uma "Independência", sempre há aquelas passeatasinhas, mas nada mais que isso, não há uma espécie de "plano extra-passeata". Acabou a passeata e ninguém fala mais nisso, vai cada um para o seu canto e talvez por isso é praticamente impossível conseguir algo desejado, não vão a fundo, pode até haver excessões, mas não vão a fundo.

E você me pergunta, "você Marcelo, faz algo contrário a isso, corre atrás?". Eu respondo que também estou nesse meio, entretanto, tenho uma certa consciência do que se passa e tento sempre fazer a minha parte para com a sociedade, como por exemplo, jogar lixo no lixo, sem demagogias. O fazer a minha parte é diferente do "cada macaco no seu galho", pois como eu disse é para com a sociedade.

Custa nada pensar um pouco mais no próximo, passe a bola para ele, para que ele faça o gol. Dê a sua assistência, faça sua parte, pelo menos de vez em quando, já será um avanço. Tenha um pouco mais de paciência, um pouco mais de tolerância. E o Brasil, Mundo agradecem...