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16 de junho de 2011

Existem mulheres de todas as cores... presidentes e ministras.

Uma chegou e tratou de levar junto consigo as outras mulheres. Uma mulher atrás da outra em cargos políticos importantes.

Primeiramente, chegou a Dilma com o apoio do ex-presidente Lula. Antes de assumir, ela era ministra-chefe da Casa Civil, cargo ultra-importante, e para concorrer para o maior posto executivo do país, cedeu espaço para Erenice Guerra. Se esta não tivesse feito falcatrua antes da hora, talvez ainda estivesse ocupando este cargo até hoje.

Dilma elegeu-se presidente, decepcionou-se com homens, Palocci, foi seu primeiro ministro da Casa Civil e, Luiz Sérgio (PT-RJ), seu primeiro ministro das Relações Institucionais. Os dois vacilaram, Palocci principalmente. Foi o principal responsável da primeira crise do recém-nascido governo Dilma.

Decepcionada com os homens, Dilma nomeou logo, de surpresa, duas mulheres que não eram cotadas nem de longe para assumir os cargos vagos. Palocci foi substituído pela senadora Gleise Hoffman (PT-PR) e nas Relações Institucionais, Dilma fez uma dança das cadeiras: Luiz Sérgio foi para o Ministério da Pesca e Ideli Salvatti saiu do da Pesca para o Ministério das Relações Institucionais.

Brasília, no alto escalão, parece estar nos eixos agora. Situando-se para reiniciar o governo Dilma. Comentaristas políticos dizem que Dilma escolheu mulheres com o mesmo perfil dela, fechada ao diálogo, não gostam de ouvir muito. Entretanto, duvido que o PMDB, principalmente, contente-se em ficar com a boca fechada. Fechar-se ao diálogo, penso que não seria uma boa idéia para a Dilma. Tem que ouvir todas as partes, caso contrário, não irá colocar em prática suas ações. Os caras são maioria, seria um suicídio não ouvi-los.

Se vai ser aberta ao diálogo com suas mais novas ministras daqui para frente, não há como saber, mas assunto como "que esmalte você usou ontem?", com certeza não existirá entre elas...

Gleise, Ideli e Dilma. Foto: O Globo.

30 de janeiro de 2011

Utopia das utopias

Aqueles que acompanham o que acontece no mundo, sabem o que está acontecendo no Egito. A população está mais do que insatisfeita com o seu governo ditador, no qual o presidente Mubarak está no poder há "apenas" 30 anos ( sonho de Hugo Chávez ).

Pois bem, estou aqui para destacar uma manchete do jornal "O Globo" do dia 30 de janeiro. A manchete diz o seguinte: "Egito à beira da anarquia".

Eu já poderia parar por aqui, era só fazer a ligação do título dessa postagem com a palavra anarquia, ou seja, utopia das utopias mesmo. Um sonho para jovens "revoltados", o anarquismo para estes seria tudo. Não sou tão revoltado assim, mas me simpatizo com a teoria do anarquismo, na prática, não sei como seria.

Creio que para o Egito chegar a esse estágio, a população já esteja bem evoluída, os cidadãos já sejam extremamente conscientes, podem se comandar, sem nenhum poder público por perto. Mais uma coisa é certa, a revolução está bem encaminhada. Acho difícil que no fim da história termine com o anarquismo, mas parece que o povo, com um fundamentalismo islâmico, vai conseguir o que quer: derrubar a ditadura.

Aqui no Brasil, se depender de nós, o anarquismo nunca irá existir, somos tão parados, cheguei a comentar isso no post Terra do Nunca e em alguns outros. Desejo que o que acontece no Egito, em relação ao movimento em massa contra o governo, alastre-se para o outro lado do Atlântico, já que isso no Oriente Médio virou moda. Hoje, usaríamos essa movimentação para cobrar um reajuste maior do nosso salário mínimo por exemplo, assuntos batidos que são de longa data, os quais já nos acostumamos com suas deficiências, como por exemplo saúde e educação.

É claro que a situação do país das pirâmides é mais grave do que a nossa, trata-se de uma ditadura, a qual já superamos faz tempo. É, o Brasil já passou por isso, a população já saiu às ruas para cobrar. É uma pena que isso se perdeu com o tempo. E, portanto, não só o anarquismo em si é uma utopia, tornou-se utopia também o desejo do povo brasileiro de lutar pelo que lhe convém. Estamos engrenados.

Não podemos esquecer do nosso passado de tantas revoltas, simplesmente estamos ignorando. Há tanta coisa que merece uma manifestação nesse país. Também estou engrenado, mas o desejo de uma revolução existe. Acho que vou sozinho à Cinelândia, armar acampamento na escadaria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e declarar greve de fome. O que pode acontecer é o seguinte, ou não me darão bola e me chamarão de maluco e morrerei pelo país ou meus interesses serão atendidos.

Por fim, voltando ao Egito, espero que tudo acabe bem por lá e torço para que consigam o anarquismo para ver como é um país com tal perfil, afinal, na prática não sei como é uma população independente com ausência de coerção. Sem mais delongas,  acompanharemos a novela "Egito à beira da anarquia" e espero que dessa vez o vilão não se dê bem.

2 de janeiro de 2011

Sai Lula e é a vez da Dilma

Quem diria que com a história do Brasil, um dia fôssemos ter uma mulher no maior cargo executivo do país? Pois conseguiu, e agora nos comandará por quatro anos e com certeza irá se reeleger para mais quatro anos em 2014. Ela conseguiu passando por cima de muitos homens, José Serra que o diga.

Se o Serra conseguiu assistir à cerimônia de posse da nova presidente, deve ter ficado com muita "inveja", afinal, aquele lugar ali poderia ter sido dele. Perdeu para uma mulher, significado de uma batalha árdua feminina durante muito tempo.

Espero que ela governe, realmente, para todos. E que isso não fique apenas no discurso da posse. E também não tem como falar de Dilma e não falar do Lula. O povo do Brasil a elegeu para poder dar continuidade com a mesma ou até uma maior intensidade nos projetos de Lula, onde ela teve participação considerável.

O primeiro discurso dela foi, "esteticamente", magnífico. E politicamente?  Não tem como saber ainda. Em algumas conversas sobre a nova presidente, dizem-me que ela não será a mesma presidente que o Lula foi. Eu, particularmente, ainda digo, está muito cedo para afirmar isso, não a conheço como presidente, ela nunca havia assumido um mandato, comandou algumas secretarias no Rio Grande do Sul, presidiu a fundação de Economia Estatísca e comandou dois ministérios de Lula, Minas e Energia e Chefe da Casa Civil. Como presidente, só o tempo para nos dizer e moldar o estilo dela de governar.

Uma das promessas do discurso inclui combater a corrupção. Se ela conseguir acabar com esse mal, aí mesmo que ela vai ficar marcada na história brasileira.

No discurso, ela soltou também uma frase que me encantou: "Prefiro o grito de uma imprensa livre ao silêncio de uma ditadura.". Para quem não sabe, há alguns meses houve uma crise com a imprensa brasileira, e isso faz tranquilizar a nossa imprensa. Mas não foi por causa disso que me encantou, na cerimônia estava presente o ditador venezuelano Hugo Chávez. Pode não ter sido propositalmente, mas mesmo assim foi uma indireta para o estadista venezuelano. Eu queria ter visto a cara dele logo após que ela pronunciou tais palavras. Não deu, falha dos câmeras, ninguém pegou. Chávez deve ter encarado como se não fosse com ele: " O que que foi? Isso é para mim?".

De qualquer modo, a Dilma ficará marcada na história do Brasil, combatendo ou não a corrupção,  como a primeira presidente mulher do país. Isso abre as portas para a grandiosa Marina Silva, se ela ficar tentando quem sabe ela não consiga, assim como o Lula fez. Essa é hora do PT, antes foi a do PSDB e depois da Dilma quem sabe não venha a hora do PV com a Marina e sua onda verde.

A chuva não estragou a cerimônia. Foi tudo dentro do eixo. O que ofuscou a posse de Dilma foi a despedida do querido Lula e a beleza da esposa, Marcela Temer, do então vice-presidente Michel Temer. Parece que desde Vargas não tínhamos um presidente tão querido pelo povo brasileiro. A aprovação do governo Lula é impressionante. O que será que ele vai fazer daqui para frente? Nem o próprio Lula sabe.

Saiu Lula e agora é a vez da Dilma. Tem tudo para seguir no eixo. Portanto, desejo um excelente mandato para o novo governo, que não tenhamos novas máfias das ambulâncias ou mensalões. O Brasil segue crescendo. Por fim, feliz Dilma a todos.