24 de fevereiro de 2011

UPPs: uma mentira

Secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame.
No Rio de Janeiro, no atual governo, foi implantado a política das UPPs (Unidades de Polícias Pacificadoras). Essa política consiste na instituição de polícias comunitárias nas favelas do estado, desarticulando quadrilhas e, principalmente, enfraquecendo o tráfico de drogas.

A primeira UPP instalada foi na favela Santa Marta, em novembro de 2008. Em seguida, implantou-se o projeto na Cidade de Deus, no Batan, Pavão Pavãozinho, Morro dos Macacos entre algumas outras. O projeto agradou especialistas e moradores das comunidades pacificadas. 

De qualquer maneira, o que eu falei todos já sabem e o que vim contestar é a forma de como os envolvidos nas operações, o secretário de segurança, o próprio governador Cabral vêm tratando do assunto. Eles nos passam uma visão de que apenas após as polícias pacificadoras começou a ter diversão, felicidade etc. nas favelas pacificadas. Veja algumas declarações dos envolvidos aqui, na informação do concurso de fotografia.

No mesmo concurso de fotografia com apenas imagens de favelas pacificadas, "eles" tentaram dar mais credibilidade ao projeto. Por que só fotos de favelas pacificadas? Por que a maioria dos jurados do concurso não eram profissionais da área do próprio jornal O Globo, a mídia que promoveu o concurso? A maioria dos jurados era ligada ao Sérgio Cabral, como secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame, a secretária estadual de esporte e lazer, Márcia Lins, o coordenador-geral de polícia pacificadora, coronel Robson Rodrigues da Silva. Aí é mole!

Uma medida inteligente da parte deles, "usar" os próprios moradores para darem ênfase a uma mentira. Como dizia Hitler: "uma mentira gritada muitas vezes, bem alto, ganha na opinião do povo, características de verdade.".

Olhem o que disse a Márcia Lins: "Todos tentaram reproduzir a vida que mudou, mostraram a paz, a beleza natural." Veja também o que disse o próprio coronel: "Antes da pacificação, os meninos não tinham essa liberdade, não podiam subir num muro, por exemplo.". E acrescentou que as fotos capturaram bem a alegria das crianças. 

Ué, antes da pacificação não havia alegria? A única coisa que pode alegar, que também não me convence, é que a qualquer momento as crianças sabiam que poderiam tomar um tiro de bala perdida, ter que fugir porque está acontecendo um tiroteio etc. Em que lugar não é assim? Corremos riscos em qualquer parte desse mundo, principalmente aqui no Brasil e no Rio.

Agora, vejam o que disse o editor de fotografia do O Globo: "O ambiente mudou, as comunidades estão vivendo climas menos tensos. Antes ninguém poderia sair pela rua apontando uma câmera fazendo fotografia. O traficante logo ia aparecer para impedir, intimidar a pessoa.". O que é falso, comprovado, também fotograficamente, no flickr, o qual tem o link disponível no final do texto.

Vejão bem, não estou criticando as UPPs, nem defender ninguém, apenas levantando uma questão, que na verdade, é uma mentira. Antes das UPPs já havia felicidade, alegria como disse o coronel. E o que vai provar isso não são palavras propriamente escritas, mas sim fotos, isso já basta!

Foto de Leonardo Lima!
Essa foto é incrível. Meninas brincando de pular corda na favela do Jacarezinho, no local conhecido como Azul, e pelo o que sabemos, a favela do Jacarezinho ainda não é uma favela pacificada. E o chinelo de uma das meninas jogado enquanto brincam, ou seja, não há aquela preocupação. Estão sendo felizes sem as UPPs.



                                                                                                                        

Foto de Leonardo Lima - Jacarezinho.
Essa, então, é perfeita! Contradiz inteiramente o tal do coronel. Um menino em cima de um muro preparando-se para subir mais alto ainda numa laje para soltar pipa, também no Jacarezinho, favela que não é pacificada.

Não dá para entender o motivo dos senhores tentarem deturpar a verdade. Querem que o pessoal da Zona Sul e de fora do Rio (como diz meu amigo Léo), que não entendem a realidade nua e crua, vejam e fiquem de boquiabertos com o projeto do Cabral: "Olha o que o Cabral e o seu secretário fizeram por aquele povo". Tudo pelo projeto 2014, será que o PMDB fura o olho do PT? Não, né? Fica para 2018, então. Ou visibilidade o suficiente para alcançar um cargo internacional, na ONU, como ele propôs ao ex-presidente Lula no ano passado para buscarem um cargo na tal instituição. O Lula não quis, mas Cabral teve que se contentar com o estado do Rio de Janeiro mesmo.


O povo de bem clama pela Paz. Não importa de onde e como ela venha, o povo quer Paz!

Está provado, então, que é mentira o que tentam nos passar. Não acredite em tudo que dizem. E se tiver argumentos, conteste! Sem pena...

Colaboração fotográfica de Leonardo Lima, veja mais fotos no flickr dele.

21 de fevereiro de 2011

Muito mais que irmandade!

Era um menino como todas as outras crianças. Às vezes ia à igreja com sua irmã mais velha. A irmã para o menino é como uma segunda mãe, é idolatrada por ele. Na época de dia das mães teve aquela festividade na igreja, homenagem justa às mães.

Todas as crianças da igreja recebiam um pano com mensagem de dia das mães para entregar à mãe. Naquela época, a irmã do menino ainda não tinha filho, e sua irmã o incumbiu de homenageá-la. Que alegria para o menino.

No dia da entrega, no domingo das mães, acontece a entrega das lembranças. O que menos importava ali era o presente, pois o que tinha mais valor era homenagem às mães fiéis. Começa a entrega com a fila extensa, uma criança de cada vez tendo que falar uma frase para sua mãe. Na quinta criança já está monótona a entrega, as crianças já falavam a mesma frase. 

Até que chega a vez do menino, o irmão-filho. Há religiões que só aceitam a adoração a Deus e a mais nenhuma outra coisa. Porém, o menino quebrou a regra, de maneira nervosa na frente de todos e soltou: "esse presente é para minha irmã adorável". Aposto como aquela suave frase soou como algo indefinível nos ouvidos de sua homenageada. A igreja é surpreendida pela frase e aplaude como nunca. Um momento especial.

Uma certa vez o menino brincava na rua com a sua inseparável bola. Uma tarde agradável, nem calor, nem frio. O menino se prepara para bater o pênalti, corre para bola e chuta com o pé direito e acerta no ângulo esquerdo do goleiro, que nem saiu na foto.

O menino, empolgadíssimo, virou-se para comemorar com uma das mãos para o alto e só com o indicador levantado, lembrando das comemorações do Ronaldo Fenômeno. Na hora do giro que ele levantou a mão deu de cara na barriga da mãe. Ela tinha um recado.

A irmã do menino, que é sua irmã mais velha estava o chamando na casa dela. Foi ver o que era, quando ela chama ele vai logo lá, nem pensa duas vezes. Chegando a casa de sua irmã ela estava o convidando para ir ao shopping pagar uma conta. O menino rapidamente aceitou e foi se ajeitar, logo depois, foram pagar a conta.

Chegando ao shopping, uma grande surpresa para o menino de aproximadamente 6 anos. A irmã o enganou e, na verdade, foi levá-lo ao cinema. A criança ficou com o sorriso de orelha à orelha quando soube da verdade. O filme era um clássico dos estúdios Disney: Mulan, que foi lançado em 1998.

Fazem o "ritual" que é feito antes de entrar na sala de cinema. Aquilo era inédito para o menino, primeira vez no cinema. Compraram a pipoca e o refrigerante, a pipoca o faz mal, o menino tem bronquite. Eis que entram na sala do cinema, quando sentam na poltrona, naquela escuridão, o menino derrama o refrigerante em si, que beleza.

A noite de cinema com uma felicidade sem limites para o garoto. Tudo ali valeu a pena. Talvez, a irmã não sabe o quanto o fez feliz naquela noite no final do século xx, na época FHC.

E deu a hora de voltar para casa, no fim de tudo, o menino ainda ganhou 1 real que para ele naquela época era muito, tinha apenas 6 anos.

Hoje, os dois principais personagens desta história estão assim:

Uma irmã-mãe: Andréia Lima!
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20 de fevereiro de 2011

Infância

Era uma criança como todas as outras: brincava, corria, brigava etc. Fazia tudo que uma criança havia de fazer, vivia sem compromissos, como deve ser, realmente, uma criança.

Estudava de manhã, azar o dele, tinha que acordar cedo. Criança deve dormir até a hora que quiser, as crianças mais novas deveriam ter o turno da tarde só para elas.

Na escola, ainda pequenino, fazia parte daquela maldita hierarquia dos mais inteligentes da turma. Porém, era um dos mais sonsos também. Certa vez, a professora teve de se ausentar por uns minutos da sala, e alguns meninos, incluindo o pequeno sonso, assim que ela saiu, começaram aquela bagunça característica de crianças.

Quando a professora voltou, pegou todos de surpresa, vendo aquele escarcéu. Os meninos rapidamente sentaram-se em suas carteiras. A "tia", furiosa, chamou os meninos para frente da sala de frente para o restante da turma para dar aquela bronca. Para sorte do sonso e para fúria dos outros rapazinhos, a professora não o chamou.

A bronca rolando e o menino em seu lugar assistindo, olhando para os bagunceiros do quadro e os via dizendo para ele bem baixinho: " tu vai ver, vou te pegar lá fora".

Quando ele ouvia aquilo não parava de pensar enquanto não visse sua mãe na hora da saída.Voltava da escola exausto, às vezes, nem almoçava, caía direto na espaçosa cama de sua mãe.

Acordava no da meio tarde, fazia aquele lanche e ia andar de bicicleta. A mãe gritava: "quando escurecer, volta para casa!". E assim eram todos os dias. Antes do menino andar todos os dias de bicicleta, ele teve de aprender a andar de bicicleta, é claro. Pois bem, nesse dia em Itaboraí, o menino num campo de futebol careca, só terra, numa tarde, ele monta na bicicleta sendo amparado pelo cunhado e pela irmã. É sempre aquilo, começam empurrando, depois soltam. A criança foi toda empolgada, quando olhou para trás que não viu ninguém, bateu aquele medo, perdeu o controle e foi direto para o primeiro tombo de bicicleta, ficou todo ralado. Que beleza. Mas depois dessa ficou fácil e o menino passou a andar todas tardes.

À noite, era a hora dos famosos piques: pique-ajuda, pique-bandeira, pique-esconde etc. Mas ele preferia mesmo era o futebol e o pique-ajuda, talvez, já pensava no próximo naquela época. rs!

A mãe dele limitava onde ele deveria ficar, mas se respeitasse isso não iria ter uma atitude de criança, então ele saía mesmo e corria por tudo quanto é canto. Voltava atrás de uns colegas, pois não conhecia o caminho de volta.

Até que um dia ele foi atropelado por uma bicicleta, o guidom fez uma ferida no meio do seu peito. O local onde foi atropelado a mãe não poderia saber porque ela não o deixava ir para aquele local. Quando se apresentou à mãe com o machucado cheio de coleguinhas do lado, a primeira pergunta dela foi: "onde foi isso?". E o menino sem titubear disse que havia sido logo ali na frente, onde a mãe permitia. E a mãe nem duvidou, caindo direitinho em sua mentira.


Para sorte do menino, na sua infância, no final do século xx, ainda não existia essa febre de internet. Ele pôde aproveitar cada minuto da infância fazendo tudo que uma criança deve fazer longe do computador.

Na frente deste, não há aquele contato direto com o mundo, ela não se relaciona com outras crianças de qualquer maneira. Seus aprendizados ficam incompletos nessa fase da vida, o que pode acarretar em problemas quando a criança ficar mais velha. O computador hoje é dia é importante, entretanto, nada é mais importante do que a infância à moda antiga.

Ainda brincávamos de pega-vareta, banco imobiliário, bolinhas de gude, cabo de guerra, rodar peão, jogar Mario, tínhamos Geloucos, pirocóptero, víamos Bananas de Pijamas descendo as escadas, apertávamos campainhas e saíamos correndo, soltar um "vai cagar no mato", hoje em dia crianças mandam a outros lugares, enfim... sempre achamos que a nossa época foi a melhor. E hoje em dia nem sei se as crianças ainda têm catapora. Eu posso dizer que tive infância. .

Discordo de pessoas que dizem que a melhor idade é a terceira. Inaceitável isso. Isso é uma sátira, só pode. Não que a terceira não seja boa, mas a infância é, sem dúvida, a melhor época que existe na vida.

Apesar de sentir muita falta de sua infância, o menino da história, hoje, caminha para o futuro, tentando vencer na vida e fazer um texto igual ao Relatos de um velho. Ou seja, olhar para trás e dizer que a sua missão aqui foi cumprida. E vai pensar, mais uma vez: "Como essa vida passa rápido, infelizmente!".
É hora de caminhar para o futuro.

17 de fevereiro de 2011

Desperdício de água em Maria da Graça!

No bairro de Maria da Graça, mais precisamente na rua Miguel Ângelo está com um problema na sua rede de abastecimento de água. No meio da rua jorram milhares de litros de água por dia, um enorme desperdício.

Foto do dia 13 de fevereiro.
A empresa que presta serviços de saneamento para grande parte dos municícpios do estado do Rio de Janeiro é a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) desde 1975 quando houve a fusão do Estado do Rio com o da Guanabara.

De acordo com dados de maio do ano passado, a Cedae atende 65 dos 92 municípios fluminenses e 17 com coleta de esgoto sanitário, atendendo cerca de 9 milhões das 15 milhões residentes no estado.

Essa parte da rua Miguel Ângelo é pouco movimentada, poucas pessoas transitam a pé, o que mais dá movimento ali são os ônibus que passam para o metrô de Maria da Graça. 

As fotos foram tiradas na segunda vez que eu passei pelo local em duas semanas. No final de janeiro, a rua já estava com esse problema, e a Cedae até agora não esteve no local para resolver o caso. Parece que ela não foi nem informada do ocorrido. 

O fato que mais impressiona é a passividade dos moradores. Não é possível que esse bairro não tenha Associação dos Moradores, os moradores que moram ali perto não fazem nada. Como disse, essa parte da rua é praticamente deserta e não se encontra um morador. 


Foto do dia 13 de fevereiro.
Quantas pessoas no mundo não brigariam por esses litros desperdiçados no local? A água, um assunto batido na sociedade, continua sendo desperdiçada em grandes quantidades, o que é uma pena.

Assim como os EUA invadiram o Iraque por causa do petróleo, daqui umas décadas, ainda verei eclodir a Terceira Guerra Mundial para disputar lençóis freáticos, e o país que mais vai sofrer é o Brasil, nós temos a maior reserva de água no subsolo do planeta. Seremos atacados por inúmeras civilizações cheias de sede.

Com esse pequeno texto, farei mais um daqueles apelos, não desperdicem água, ela não durará para sempre. 

Pense nas próximas gerações. O Planeta será eternamente grato!

13 de fevereiro de 2011

Homem-aranha carioca

Acredito em que todos saibam o que aconteceu na última semana com  a tal da Cidade do Samba, o incêndio que destruiu parte dos barracões das escolas de Samba Grande Rio, Portela e União da Ilha.

Pois bem, lembrando do magnífico Homem-Aranha, este super-herói sempre está, em suas histórias, disponível a ajudar em momentos como estes que acontecem no dia-a-dia do povo norte-americano, onde passam as maiorias de suas histórias, nos Estados Unidos. Seja em incêndios, assaltos, seja  o que for, ele sempre aparece para ajudar o necessitado.

Creio que alguns já tenham feito a ligação dos fatos e já sabem onde quero chegar. Coloquem as escolas de samba no lados dos necessitados, terão a ajuda do Homem-Aranha.

Edição de @brmarcos.
Quem seria este homem-aranha? Ah, mas é claro que é o Eduardo Paes, as agremiações afetadas receberão dos cofres públicos ao todo R$ 3 milhões. A Grande Rio que foi a mais afetada, receberá metade do valor e as outras duas dividirão o restante do bicho.

Segundo o nosso prefeito, Eduardo Paes, a prefeitura vai tentar conseguir patrocínio da iniciativa privada para bancar o "reembolso".

Entretanto, ele disse que vai tentar, e se não conseguir? Segundo o mesmo, o "reembolso" será dado mesmo se não tiver o apoio privado. Logicamente, o aporte financeiro sairá do bolso do carioca.

Alguns podem até achar justo, mas condeno que esse valor seja pago pelo carioca. Nossos serviços sociais estão funcionando perfeitamente bem para deixar de receber investimento e "emprestar" 3 milhões de reais para garantir o desfile das escolas no carnaval. O mais estranho é o seguinte: pelo o que sabemos, a Grande Rio é de Duque de Caxias, ou seja, de outro município. E, logicamente, quem teria que bancar algum reembolso seria a prefeitura de lá e não a da Capital.

A Prefeitura do Rio garantindo um carnaval bonito, como todos os outros anos, garantirá também um carnaval pomposo, tanto em enfeites carnavalescos quanto em dinheiro que retornará ao Caixa da mesma. Turismo à flor da pele. Veremos muitos turistas por aí em março.

Os 3 milhões de agora não farão nem cócegas nos milhões que estão por vir.

É uma atitude bonita ajudar essas escolas de samba, nosso carnaval é rico, porém, ajude com o dinheiro da iniciativa privada, com o dinheiro das grandes instituições que dão o apoio ao político no momento da eleição.

Se vir com o argumento de que faz isso pelo carioca, que garantirá a festa, não me convencerá, afinal nem todos os cariocas curtem o Carnaval.

8 de fevereiro de 2011

Sexta-feira à noite

Mais uma noite bonita, céu estrelado, e pai, mãe e os seus três filhos estão em casa. Os donos da casa juntos com o filho mais velho, 16 anos, organizam-se para mais uma partida de buraco.

Os outros dois filhos são crianças ainda e aproveitam o bom e velho baú de brinquedos.

A noite passa, e os cinco que ali estão, recebem a visita inesperada tanto dos avós materno quanto dos avós paterno das crianças, que coincidência!

Os vovôs avistaram aquela mesa verde de baralhos e não pensaram duas vezes, foram correndo, arrastaram cadeiras e se juntaram ao cassino para esperar a próxima rodada.

E as vovós? Estas não sabem jogar, foram ali para ver os netos, mas principalmente, comentar o último capítulo da novela. A companheira de debates noveleiros está jogando e por enquanto não podem falar disso. As vovós, então, foram aproveitar os netos e logo se juntaram a eles para brincar no chão da sala.

As senhoras voltam aos tempos de criança e juntas dos netos divertem-se como nunca. A única coisa a lamentar mesmo é não poder comentar, por enquanto, o último capítulo da novela, mas logo esqueceram disso, afinal, estavam na companhia dos netos, os quais elas bajulavam.

E no cassino continuavam a jogar, papo vai, papo vem, e fumaças de cigarro "flutuando". Se eu estivesse ali, com certeza teria minha bronquite atacada.

A noite é longa, o sábado seguinte é feriado, todo mundo estará em casa, logo não há problemas em ir dormir tarde: um agradável programa em família numa noite de sexta-feira.

Já são 11 horas da noite, eis que o jogo de baralho se encerra. As três mulheres vão para a cozinha preparar o café, e enfim, as senhoras chegam ao seu segundo momento de deleite da noite, filosofar sobre o último capítulo da novela. E dá para ouvir da sala uma das velhas entusiasmadas dizendo: "[...] mas ele não deveria ter morrido, não gostei do final dessa novela!".

O filho de 16 anos vai jogar vídeo-game e as crianças, com os olhos brilhando, percebem e correm atrás dele.

Os homens ficam no mesmo lugar, na mesa de baralho, e falam de Ronaldinho Gaúcho e chegam a dar uns pitacos sobre a política do governo Dilma.

É uma noite com cheiro de conservadorismo, uma simples noite se tornou mágica para os que ali estão.

No fim, aparece o entregador de pizzas. A pizza é intitulada de "Grand Canyon", Todos se olham, meio que se perguntando: "ué, quem pediu esta pizza?". O pai logo grita: "eu não tenho dinheiro, não.". E as duas crianças aparecem por debaixo do pai com o dinheiro na mão pagando a pizza e ainda deixam o troco como gorjeta para o carinha da moto. Que jogada das crianças!

Todos correm para a mesa de jantar, a pizza é o apogeu da noite. Todos estão a conversar e dar risadas e também a  comentar a atitude dos pequeninos que dividiram a conta.

E para encerrar a noite, haveria de ter uma foto para guardar o momento. Dez segundos programados na câmera e todos se ajustam, rapidamente, para sair bem na foto. Terminaram em grande estilo. Agora, cada um para a sua casa, os avós materno dão uma pequena carona aos avós paterno. Todos com o sorriso no rosto.

E vão dormir, com certeza, com a cabeça tranquila. 

3 de fevereiro de 2011

O amor e a vida

O amor. Este é lindo, mágico, maravilhoso. Na vida somos feitos para amar. Há aqueles que dizem que não possuem um amor, fico imaginando o quanto deve ser difícil a vida dessas pessoas.

Como assim não amar alguém, amar algo? Deve ser um vazio eterno, onde só existe espaço para amargura e caminho para solidão.

Dessa maneira fica difícil viver, uma solidão que não tem solução. Sei que às vezes é necessário ficar sozinho, ter um momento para si, sei que às vezes dá vontade de virar a cara para o mundo e viver apenas de si.

Entretanto, o ideal seria que isso fosse apenas às vezes e não transformar isso numa rotina. Fomos feitos para nos relacionar e relacionar bem na medida do possível. Se não está dando mais, renove-se, vai que dá certo. E se não der, tente quantas vezes for possível, persista.

Seja um familiar, seja um mero amigo, seja um animal ou seja até mesmo um time de futebol. Ame. Apegue-se algo que te faça bem, deixe o lado material para lá, viva com o necessário, é possível ser feliz assim. Importe-se realmente com o que valha a pena.

Não tem aquela história que por trás de um mendigo sempre há um cachorro, até mendigos se apegam a algo e com muito bom gosto por sinal, afinal, o cachorro é o melhor amigo do homem.

Quando a situação sai do nosso controle é difícil contornar, porém, se quisermos, voltaremos ao que era. Só depende de nós mesmos. Levante-se. A vida, sem o olhar religioso, é uma só, não viva pelos cantos, não sei se teremos outra chance de passar por aqui. Não arrisque.

Portanto, aproveite essa oportunidade que lhe foi dada e não importa se foi dada pelo Big-Bang ou por Deus. Seja você: VIVA!